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Sengunda Feira, 11 de dezembro de 2017
 
 
   
06/11/2006
Laser é o mais novo instrumento de combate à dor
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Laser é o mais novo instrumento de combate à dor
 
 
O laser é o mais novo instrumento de combate à dor. Em sua dissertação de mestrado, Renata Campi, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP, demonstrou que a aplicação de laser de baixa intensidade tem efeitos positivos na diminuição da dor causada pelas disfunções temporomandibulares, as DTMs.
 
O trabalho foi premiado como melhor painel da categoria apresentado durante a 21ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPO), divisão brasileira da International Association Dental Research.
 
Essas disfunções podem afetar a musculatura responsável pela mastigação, a articulação temporomandibular (ATM) - utilizada para abrir e fechar a boca ou deslocar a mandíbula - e as demais estruturas da face, boca e até o pescoço. Estudos mostram percentuais entre 50% e 60% da população com algum sinal ligado à DTM. Destes, em torno de 10% apresentam sintomas mais severos e buscam tratamento. Os principais sintomas são dor muscular, dor articular das ATMs, limitação dos movimentos mandibulares, travamentos da mandíbula, dificuldades de abrir e fechar a boca, ruídos articulares (estalos), dor de ouvido e cefaléia.
 
O laser aumenta a tolerância à dor pois provoca `mudanças no potencial da membrana celular, dilatação dos vasos, redução do inchaço, aceleração da atividade intracelular e atuação no processo de cicatrização`, explica Renata.
 
A dentista tratou e acompanhou a evolução de 60 pacientes do Serviço de Oclusão e Distúrbios da Articulação Temporomandibular (SODAT) da FORP. Todos apresentavam queixas de dor na região da articulação localizada pouco antes do ouvido. Foram separados em seis grupos de 10 pessoas e submetidos a duas sessões semanais de aplicação do laser na região da ATM durante quatro semanas.
 
Os resultados mostraram que as aplicações do laser de baixa intensidade diminuíram a dor nesses pacientes. As melhores respostas vieram daqueles que receberam a dose maior - 80% de diminuição de dor contra 50% do outro grupo. Renata explica que chegaram a esses números, principalmente, medindo a amplitude dos movimentos da mandíbula. Esses movimentos são realizados naturalmente ao mastigar, falar e deglutir, mas comprometidos nas pessoas que sofrem com as DTMs. Além da melhora nos movimentos, os pacientes também apresentaram menor ou ausência de dor quando da apalpação da região da articulação.
 
Apesar da utilização do laser nas ATMs ser muito recente, a dentista afirma que ele é eficaz e tem grande utilidade para tratar esses sintomas dolorosos devido a seus comprovados efeitos analgésicos, antiinflamatórios e de biomodulação. Outra característica positiva dessa terapia é que ela não apresenta efeito colateral. Para aplicação desse tipo de laser é necessário apenas uso de óculos especiais de proteção à retina.
 

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