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28/10/2009
Laser de baixa potência alivia efeitos causados pela quimiot
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Laser de baixa potência alivia efeitos causados pela quimioterapia e radioterapia
 
 
Entre os efeitos colaterais causados pelas aplicações de quimioterapia e radioterapia em pacientes oncológicos estão as mucosites, feridas esbranquiçadas que surgem na região bucal. Em casos mais graves e não raros, a dor chega a impedir que a pessoa se alimente por via oral.
 
Atualmente, o problema pode ser eliminado praticamente por completo, com disparos de laser de baixa potência (ou baixa intensidade, como alguns denominam). A técnica vem sendo adotada com sucesso. Logo durante a primeira aplicação, os pacientes já sentem a diminuição da intensidade das dores e, ao final do tratamento, os resultados são excelentes.
 
A mucosite não é o único problema odontológico a atingir as pessoas que se submetem às sessões de quimioterapia e/ou radioterapia. A osteorradionecrose, a xerostomia e as cáries por radiação também precisam estar sob o foco dos oncologistas clínicos, radioterapeutas e dos dentistas. 
 
A osteorradionecrose constitui-se em uma das mais graves complicações orais decorrentes do tratamento oncológico nas regiões da cabeça e do pescoço. Em estágios mais avançados, chega a causar a exposição do tecido ósseo necrosado da arcada dentária. Os sinais do problema são as fístulas cutâneas, trismos (espasmos musculares), dor e dificuldade ao mastigar. Já a xerostomia é a diminuição da produção de saliva devido às agressões que as glândulas salivares sofrem durante o tratamento oncológico. A sensação de boca seca é o principal sinal. Esse mesmo problema (xerostomia) propicia a formação de placas bacterianas e o acúmulo de resíduos nos dentes. Com isso, a incidência de cáries e os problemas periodontais são mais evidentes.
 
Segundo o Dr. Marcelo Pires do Instituto de Oncologia de Sorocaba, o ideal é que os pacientes que precisem se submeter à quimioterapia e/ou radioterapia passem por avaliação prévia em dentistas especializados. “Antes de se iniciar o tratamento, é preciso eliminar todos os focos de infecção da região bucal do paciente”, alerta Pires. “E os dentes que precisarem, deverão ser extraídos imediatamente. Não se pode extraí-los durante as aplicações ou até cinco anos após encerrado o tratamento, sob risco de causar problemas bastante graves, como a osteorradionecrose, por exemplo”. Nesse trabalho profilático (feito antes dos tratamentos), o laser de baixa potência também é utilizado.
 
Cada aplicação do laser de baixa potência dura, em média, 30 minutos. Em alguns casos, o especialista leva o equipamento à casa do paciente ou ao hospital onde eventualmente esteja internado. “Suas aplicações não representam qualquer tipo de risco ao paciente ou causam efeitos colaterais. Muito pelo contrário, o alívio costuma surgir já na primeira aplicação, e o tratamento completo é feito em cerca de quatro sessões”, destaca Pires.
 

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